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sábado, 11 de janeiro de 2014

Lembrete

Sensação mais hoje que em outros dias de que estou mais criativa que no mês passado. Agradeço a visita da lembrança dos talentos que posso ter. Porque nem sempre lembro. Me acomodo e fico quieta cumprindo as tarefas. Esqueço muito de mim. Mas hoje lembrei. E agradeço por lembrar.
Ontem lembrei também que sou uma moça triste. Profundamente triste. Que luta para caminhar mais firmemente e acreditar que tudo pode. Profundamente triste por nesse tanto tempo, ainda não ter encontrado alguma mão que lhe ajude a ter confiança. Não gostaria de ter lembrado dessa parte.
Há lados em que posso tanto. Outros em que consigo tão pouco. E tudo sou.

domingo, 2 de junho de 2013

Libertando a ausência

Há quase um semestre ausente da escrita. Não da escrita do trabalho, não da escrita do estudo. Mas da escrita que me liberta do que me torna mecânica. Da escrita que devolve a vida tirada pelo livro de ponto, pelo cumprimento do horário e das pautas. Andei meio morta, vivendo as obrigações que me cabem. Pouco criativa e pouco sentida. O poder esvaindo entre os dedos, na medida que não olho para os passos que dou. E nessa vida que esvai pela falta da pulsação do escrever bobo nessa página desartizada, apenas comprometida com a tarefa de dizer coisas cujo sentido me escapa.
E diante da folha em branco, penso que não vou escrever: mas a pura liberdade de poder dizer sem quando, onde, porquê, quem, nem pra quê, obrigam-me a exaltação. A liberdade é minha feliz condenação. E impus-me o silêncio, em detrimento da liberdade, coisa que tanto prezo. Liberto-me assim da ausência. Convoco a prosa, a poesia sem rima, as linhas tortas. Convoco a vontade de libertar todos os gritos e assumo que a vida está no verbo e que ele se faça tenra carne. Amém.